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July 15

Fera

Beijo de fogo
desvario
de paixão e prazer
calafrio
fera no cio
vendaval de carícias
delícias
que varrem meu peito
colossal
alma animal
aquieta minha alma
sacia meu pranto
afoga meu olhar
serpente, carente
ardente
enxuga meu medo
me rola em segredo
abate meu pesadelo
desvelo
novelo, meu pelo
enreda minha boca
num beijo supremo
sereno, veneno
carícia insone
de música e avelã
agonia pagã
de fera, pantera
quimera
carrega meu pesar
altar, olhar
em teu hálito frio
desvio
emerge do meu sonho
medonho
e me faz tua
nua
envolvente
carente
demente
imprudente
eternamente

(Zailda Mendes)

April 28

TVfobia

São 9 e meia da manhã e estou com medo de ligar a TV e dar de novo com aquilo: sensacionalismo em torno do caso Isabella. Ontem foi domingo, dia em que normalmente queremos descansar, relaxar para enfrentar a nova semana de trabalho que já se anuncia, mas qual! O dia todo todos os canais martelando no mesmo assunto: Isabella.

Escarafuncharam o caso de tudo quanto é jeito e nos esfregaram na cara o tempo todo o escabroso fato de uma garota de 5 anos ter sido esganada e depois atirada da janela do sexto andar, possivelmente pelo próprio pai, com conivência da madrasta.

Ora, madrasta já é um nome ruim e desde crianças ouvimos horrores cometidos por pessoas que o levam, mas pai concordar.... ajudar... encobrir.... isso é demais pra nossas mentes e assim seguem insistindo no assunto.

Poxa, será que não aconteceu mais nada em um mês? Será que não vão dar uma folga? Será que isso dá tanto Ibope?

Ontem eles davam o endereço do prédio toda hora e é claro que à noite lá havia uma pequena multidão protestando e pedindo justiça. Era isso mesmo que os repórteres queriam, né? Isso gera mais notícia. Agora repórter que não tem notícia já sabe: posta-se em frente ao prédio onde morava a pobre menina e fica descrevendo o que vê. Pronto, já tem uma notícia.

Detesto isso e também me dá náuseas a forma como exploram tudo o que é ruim. Será que não acontece nada de bom nesse mundo? Ou será que o que é bom não dá audiência? Será que estamos tão acostumados a ouvir só barbaridades que ficamos ávidos para ouvir sempre mais? E quanto mais escabrosa melhor? Será que nos comprazemos com o fato de vermos que há pessoas mais desgraçadas que nós?

(zailda)

March 23

Joana D'arc (o filme)

Joana D'arc De Luc Besson
Joan Of Arc
A mulher que mudou a história.
Ano de Produção: 1999
País de origem: EUA/França
Gênero: Drama
Duração: 158
Direção: Luc Besson
Elenco: Milla Jovovich, John Malkovich, Faye Dunaway, Dustin Hoffman.

Século XV. França e Inglaterra estão em guerra. Muito religiosa, aos 13 anos Joana D'Arc procura Carlos VII e diz ter sido incumbida por Deus de liderar os exércitos para libertar a França e fazer dele rei. Após vencer sangrentas batalhas, em 1431 é queimada na fogueira acusada de heresia, aos 19 anos.
Drama dirigido por Luc Besson (de "Subway" e "O Profissional") e estrelado por Milla Jovovich (de "O Quinto Elemento" e "Ultravioleta"), John Malkovich (indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por "Um Lugar no Coração" e "Na Linha de Fogo"), Dustin Hoffman (Oscar de Melhor ator por "Kramer vs Kramer" e "Rain Man") e Faye Dunaway (Oscar de Melhor Atriz por "Rede de Intrigas").

Comentário:

A HBO está apresentando esse filme hoje, que conta a história da heroína francesa que foi condenada à fogueira por heresia e bruxaria, dentre outras acusações. Como sempre os poderosos encontram sempre um meio de aniquilar aqueles que não aceitam e lutam contra seu poder. Uma prisão essencialmente política mas na época optou-se por acusá-la de heresia e bruxaria, como era o costume.

Aqui no Brasil vivemos um período semelhante quando todas as pessoas que se julgava poderiam ser prejudiciais ao "poder" de alguma forma eram acusadas de serem "subversivos", uma palavra tão vazia quanto "herege", e se não eram condenados à fogueira, muitos deles sofreram aniquilação de outras formas mais prosaicas e covardes.

(zailda mendes)

Anita Garibaldi

A heroína brasileira Ana Maria de Jesus Ribeiro, que posteriormente ficou conhecida como Anita Garibaldi, nasceu em 1821, em Laguna, Santa Catarina. Possuía um espírito muito livre, era uma excelente amazona, percebendo isso sua mãe optou por casá-la o mais rápido possível. Dessa forma, quando tinha entre 14 e 15 anos casou-se com um sapateiro, um homem simples cujo nome era Manuel Duarte de Aguiar. Eram muito diferentes tinham até divergência política. Após três anos de casada, conheceu Garibaldi. Foi ele que transformou Ana em Anita, na época ela tinha 18 e ele 32. Quando se conheceram, o marido de Anita se encontrava junto às tropas imperiais.
Ao lado de sua nova paixão (Garibaldi), Anita lançou-se nos campos de batalha. As principais demonstrações de bravura de Anita Garibaldi foram durante a Revolução Farroupilha (1835-1845) onde passou por inúmeras privações e dificuldades. A união de Anita e Garibaldi foi oficializada somente três anos depois, no Uruguai, casamento que resultou em quatro filhos. Em certo momento da disputa, o grupo de rebeldes liderados por Garibaldi encontrava-se em desvantagem, por isso o líder decidiu mandar sua mulher em segurança para a terra. Para isso, disse a ela que descesse do barco e fosse para a terra em busca de reforços e permanecesse no continente. No entanto, não conseguiu ajuda e voltou. Perdendo a luta o casal decidiu fugir, mas não deixaram de lutar, participaram de outras batalhas no Brasil e no exterior. Em sua última fuga, Anita caiu doente. Em 4 de agosto de 1849, ela morreu grávida de seis meses do quinto filho, a causa de sua morte nunca foi esclarecida.

Joana D'Arc

Joana d’Arc foi uma das mulheres mais fortes e guerreiras que o mundo já conheceu. Nasceu em 1412, no vilarejo de Domrémy, França. Pertencia a uma família de camponeses, foi educada para ser uma boa esposa, para isso aprendia as prendas domésticas. Fora isso, não recebera outro tipo de educação, era praticamente analfabeta. Ao completar 13 anos a jovem passou a ouvir vozes sagradas: São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida. A primeira orientação feita pelas vozes à Joana foi de que a menina deveria permanecer virgem para obter a salvação de sua alma. Mais tarde as vozes passaram a orientá-la sobre política, dizendo que deveria coroar o príncipe herdeiro do trono, Carlos, mais conhecido como delfim, e salvar a França dos ingleses. Joana foi concebida no ápice da Guerra dos Cem Anos, conflito que se iniciou em 1337 e teve fim em 1453. A situação francesa era crítica tanto na política como na economia. A Igreja estava enfraquecida devido às limitações do papado, para sobreviver em meio aos poderosos a Igreja saiu em busca de alianças.

Com a França em decadência, a Igreja optou por aliar-se à Inglaterra, que até então era a mais forte. Para Joana e sua família, tais alianças significava o início de tragédias, já que o feudo era vizinho de Lorena, onde se localizava o vilarejo de Domrémy. Com isso, as terras da família d’Arc passaram a sofrer constantes ataques. Na época em que os borguinhões se apossaram de vez de Domrémy, em 1428, Joana tinha 16 anos de idade. Com os conselhos das vozes santas na cabeça, decidiu que iria coroar o rei. Tinha consciência de que a paz só seria possível com uma França forte, e que o país só atingiria tal objetivo quando o delfim recebesse a coroa na catedral de Notre-Dame de Reims, conforme a tradição. Decida, Joana convenceu o padrinho, um soldado que já havia se aposentado, a acompanhá-la até a cidade de Vaucouleurs. Ela tinha o objetivo de persuadir o nobre Roberto de Baudricourt, chefe militar e senhor local, a lhe conceder um exército. No primeiro encontro se impressionou com a força e a coragem da jovem, mas não cedeu um exército de imediato. Na espera de uma resposta favorável, Joana ficou vagando por Vaucouleurs. Nesse tempo acabou levando muito soldado na conversa.

Ao tomar conhecimento de que cada vez mais soldados juravam lealdade à Joana, Baudricourt não teve alternativa. D’Arc partiu para o castelo de Chinon, quartel-general do delfim Carlos, juntamente com o duque de Anjou, com os cavaleiros que havia amealhado e com os soldados que Baudricourt finalmente lhe concedera. Ao chegar a Chinon, Carlos já havia sido informado sobre a jovem camponesa, provavelmente louca, que dizia ouvir vozes sagradas. Ficando meio receoso, permaneceu dois dias recluso, discutindo com a corte se deveria ou não recebê-la. Por fim d’Arc convenceu Carlos de que estava ali com um propósito e que era digna de ser recebida por ele. Com tudo, delfim equipou e abençoou Joana em sua Marcha até Orléans. Apesar de estarem em menor número, os franceses contavam com a força, coragem e garra de Joana. A batalha durou alguns dias e os ingleses recuaram.

Em maio de 1429, a França obteve sua primeira grande vitória militar. Joana d’Arc estava pronta para sua missão, a de coroar o delfim, sendo assim, em julho de 1429, Carlos recebeu a coroa do rei na Catedral de Notre-Dame de Reims. Com isso, Joana havia atingido seu objetivo maior, só que sua ambição militar falou mais alto. Partiu para Paris a fim de expulsar os ingleses, em setembro de 1429 invadiu Paris, onde foi derrotada, seus soldados partiram em retirada, mas seu espírito guerreiro resistiu. Joana foi capturada, levada para a fortaleza de Beaulieu e, logo em seguida, para o castelo de Beaurevoir. Tentou escapar de ambas as prisões, mas não obteve êxito, Joana foi vendida pelos borguinhões por 10 mil libras aos ingleses. Em 1430, foi levada a julgamento no tribunal inglês, sendo conduzido pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon. Todas as acusações eram de ordem religiosa: bruxa, herege, idólatra, entre outras. Martírio que durou seis meses, sua sentença foi ser queimada viva.

Cumpriu-se então a sentença, Joana foi queimada viva em uma fogueira aos 19 anos de idade.

March 13

Declaration of the rights of the children

The General Assembly

Proclaims this Declaration of the Rights of the Child to the end that he may have a happy childhood and enjoy for his own good and for the good of society the rights and freedoms herein set forth, and calls upon parents, upon men and women as individuals, and upon voluntary organizations, local authorities and national Governments to recognize these rights and strive for their observance by legislative and other measures progressively taken in accordance with the following principles:

Principle 1

The child shall enjoy all the rights set forth in this Declaration. Every child, without any exception whatsoever, shall be entitled to these rights, without distinction or discrimination on account of race, colour, sex, language, religion, political or other opinion, national or social origin, property, birth or other status, whether of himself or of his family.

esmola2

Principle 2

The child shall enjoy special protection, and shall be given opportunities and facilities, by law and by other means, to enable him to develop physically, mentally, morally, spiritually and socially in a healthy and normal manner and in conditions of freedom and dignity. In the enactment of laws for this purpose, the best interests of the child shall be the paramount consideration.

Principle 3

The child shall be entitled from his birth to a name and a nationality.

Principle 4

The child shall enjoy the benefits of social security. He shall be entitled to grow and develop in health; to this end, special care and protection shall be provided both to him and to his mother, including adequate pre-natal and post-natal care. The child shall have the right to adequate nutrition, housing, recreation and medical services.

Principle 5

The child who is physically, mentally or socially handicapped shall be given the special treatment, education and care required by his particular condition.

esmola1

Principle 6

The child, for the full and harmonious development of his personality, needs love and understanding. He shall, wherever possible, grow up in the care and under the responsibility of his parents, and, in any case, in an atmosphere of affection and of moral and material security; a child of tender years shall not, save in exceptional circumstances, be separated from his mother. Society and the public authorities shall have the duty to extend particular care to children without a family and to those without adequate means of support. Payment of State and other assistance towards the maintenance of children of large families is desirable.

Principle 7

The child is entitled to receive education, which shall be free and compulsory, at least in the elementary stages. He shall be given an education which will promote his general culture and enable him, on a basis of equal opportunity, to develop his abilities, his individual judgement, and his sense of moral and social responsibility, and to become a useful member of society.

The best interests of the child shall be the guiding principle of those responsible for his education and guidance; that responsibility lies in the first place with his parents.

The child shall have full opportunity for play and recreation, which should be directed to the same purposes as education; society and the public authorities shall endeavour to promote the enjoyment of this right.

Principle 8

The child shall in all circumstances be among the first to receive protection and relief.

esmola3

Principle 9

The child shall be protected against all forms of neglect, cruelty and exploitation. He shall not be the subject of traffic, in any form.

The child shall not be admitted to employment before an appropriate minimum age; he shall in no case becaused or permitted to engage in any occupation or employment which would prejudice his health or education, or interfere with his physical, mental or moral development.

Principle 10

The child shall be protected from practices which may foster racial, religious and any other form of discrimination. He shall be brought up in a spirit of understanding, tolerance, friendship among peoples, peace and universal brotherhood, and in full consciousness that his energy and talents should be devoted to the service of his fellow men.

March 11

Esperança, confiança e outros sentimentos que a vida não pode nos roubar

A vida nos prega peças quando nos dispomos a vivê-la em toda sua plenitude. Somos então como pássaros que se atiram a um vôo cego em busca da liberdade, da luz, do ar puro, das grandes sensações. Sempre que nos lançamos à vida em busca de viver tudo integralmente nos tornamos também um alvo, e esse  é um risco que temos que correr.

Pássaro ferido, abatido durante seu vôo noturno se recolhe, se encolhe. Mas o tempo passa, a vida é curta, e ela chama para novas aventuras, novas sensações, um eterno recomeçar. E novamente lá estamos envolvidos com nosso destino, cumprindo nossas missões grandes ou pequenas.

Muitas pessoas passam por nossa vida. Umas permanecem, outras se vão. Algumas deixam marcas indeléveis, pelo muito que nos ensinaram, pela enormidade que nos doaram. Outros, infelizmente, estão fadados ao esquecimento, pouca diferença fazem, apenas almas irmãs, envolvidas em sua própria caminhada, nas quais esbarramos quase que por acaso. Às vezes nos enganam, ou nós mesmos nos enganamos achando que vieram pra nos trazer luz, amor, ternura. São vazias, centradas apenas em si mesmas e por mais que batamos à porta de seus corações eles jamais se abrirão.

Essas pessoas por vezes nos magoam, nos desgastam, sugam um pouco daquilo que mais invejam em nós: a capacidade de amar, de voar, de buscar.

Nós, que temos asas, nós que sabemos voar, nós que sabemos verdadeiramente doar, nós que por algum mistério do Pai Eterno aprendemos a amar, não podemos deixar que essas pessoas que apenas atravessam nosso caminho por momentos nos deixem marcas. Não podemos permitir que por sua causa deixemos de acreditar. Não podemos deixar que nos levem a esperança, a confiança nos outros seres iguais a nós, que receberam também o dom de saber partilhar.

Voaremos todos, em bandos, procurando nossas metades, nem que essas metades nos acompanhem apenas por uma parte do caminho. Não importa, vale a troca, vale o amor partilhado, que mesmo que não seja eterno, é verdadeiro e forte quando encontrado.

As almas ocas que nos olham lá de baixo, caminhando pelo deserto de sol ardente jamais aprenderão a voar. É justo que rastejem na areia quente esbarrando-se umas nas outras, enquanto temos o céu, a luz do luar.

Coração batendo temos dentro do peito, feito para amar, para sofrer, para sentir. Temos sim, sentimentos que podem ser feridos, esmagados, desprezados. Para alguns eles não têm nenhum valor. Mas para nós que temos a capacidade plena de senti-los e vivê-los, são nossa razão de viver, nossa razão de voar.

(escrito por Zailda Mendes)

São tantas emoções

A vida virtual é uma extensão de nossa vida, é uma parte dela e às vezes torna-se a parte mais importante. Há alguns meses a net nem existia para mim, e hoje olhando meu blog aqui me dei conta de quantas emoções podemos viver aqui. Emoções reais, verdadeiras, sem nada de virtual.

Hoje comecei meu dia feliz e o que postei quando entrei na net de manhã refletia esse meu estado de espírito. Aos poucos, porém, fui ficando triste, apreensiva, e novamente isto se refletiu em tudo o que postei aqui.

Agora estou muito triste e isto também se reflete nas mensagens que estou colocando aqui. Que aconteceu? A verdade é que nada aconteceu. Estive aqui à espera de qualquer coisa, mas na verdade nada aconteceu.

Deve ser bobagem minha, se meu coração se comprime, pequeno, dentro do peito. Deve ser coisa de mulher. Assim espero, espero que quando o sol nascer amanhã eu descubra que hoje foi apenas um dia em que nada aconteceu. Apenas isso.

Mas nesse momento estou triste e decidi desafogar essa minha tristeza aqui, dividir com alguém que por acaso por aqui passe e compreenda um coração que está pesado, cansado, uma alma que insiste em sonhar mesmo depois de ter sonhado mil sonhos que depois foram desfeitos.

Acredito nas pessoas, acredito no amor, acredito em sonhar. Acredito que sonhando podemos lutar para realizar o que queremos. Acreditando, podemos vencer barreiras. Amando, podemos ser melhores.

Infelizmente hoje eu me deito sem ter dado um  passo sequer em direção ao meu sonho, foi um dia em que não aconteceu nada. Um vazio total.

Quando amamos, a nossa vida só tem luz ao lado da pessoa amada, tudo só tem cor com ela, e se por acaso ela nos falta, nos falta tudo.

Acredito no amanhã, acredito em acordar e descobrir que tudo é belo novamente, que a o véu de tristeza que agora cobre meu coração foi embora. Acredito em justiça, em verdade, em amor.

Sou um ser humano de peito aberto. Simplesmente acredito.

(escrito por Zailda Mendes)

Eu e minha boca grande

Já te aconteceu de dar um fora daqueles, mas daqueles bem fora mesmo, daqueles que a gente depois não sabe como consertar? E vai explicar depois, que não é bem isso que a gente quer dizer...

Eu já disse aqui que falo demais, e segundo minha saudosa avó, quem fala demais dá bom-dia a cavalo. Pois é, dá bom-dia, boa-tarde, boa-noite... Mais de uma vez eu disse coisas que depois não tinha como consertar. E fora é coisa do capeta, se você tenta consertar aí é que fica feio mesmo. E normalmente nascem daquelas conversas que nem tem razão de ser, perfeitamente dispensáveis.

O fora mais antigo que consigo me lembrar, que deve ter se dado logo no início de minha carreira de "forista", foi na quinta série. Estávamos eu e uma colega de escola, enorme ela por sinal, muito maior que todas da minha classe, um verdadeiro monstro, sentadas no banco de reserva na hora da Educação Física, assistíamos ao jogo, quando o seguinte diálogo se passou:

- Jogam bem as meninas, né?

Como ela nunca me dera bola, apressei-me a concordar, claro que jogavam muito bem sim.

- E o que você acha da Marisa?

Naturalmente queria saber das qualidades técnicas da garota, mas a tonta aqui que tava com a tal Marisa atravessada (a guria não me passava) e com a santa honestidade que Deus me deu (em má hora, diga-se de passagem):

- Ah, uma vagabunda!

E ante os olhos atônitos da colega dois-metros-maior-que-eu-tanto-em-altura-como-em-largura, fui desfiando o que eu realmente achava da dita cuja. Infelizmente, empolgada com a descrição das "qualidades" da mencionada jogadora, nem percebi os olhos dela, esbugalhados de espanto.

Quando acabei de falar ela, lívida, me explicou:

- Marisa é minha sobrinha, sou irmã caçula da mãe dela. E me espere na saída da escola.

Fiquei ali, atarantada, perguntando que mal eu fiz pra Deus, imaginando alguma doença, qualquer coisa que pudesse ser forjada a fim de ir embora mais cedo pra casa, adiando assim o tal encontro "na saída da escola".

Bem, não deu. Na saída a tal colega me esperava com seu uniforme que mais parecia uma barraca de camping de tão grande que ela era e uma cara de botar medo aos capetas no inferno.

Surra? Claro que levei, e das boas, e mais ainda teria apanhado se não tivesse aproveitado um momento de hesitação dela (foi tomar fôlego pra me bater mais ainda) e seu tamanho avantajado e não tivesse escapado passando por debaixo das pernas dela. E corri, hein? Meu Deus, como eu corri...

Depois desse, dei muitos outros foras, de maior ou menor gravidade, claro que com consequências (físicas, pelo menos) menores e menos doloridas. Mas eu não sou a campeã, tenho uma amiga que se poderia chamar de "Rainha dos Foras". E não se emenda, dá um atrás do outro.

Há uns anos, na Festa do Peão da minha cidade, ocasião em que todas as entidades armam lá sua barraca pra vender alguma coisa e arrecadar fundos, essa prezada amiga dançou e bebeu a noite toda, lá pelas tantas, já meio "alegre", chegou numa dessas barracas, bateu com a mão na mesa e exclamou, em alto e bom som:

- Quero uma cerveja, mas que seja uma cerveja bem gelada, de cerveja quente eu já to cheia!

Todos nas mesas vizinhas pararam com seus copos no ar, olhando-a. Ela não entendeu nada até que se aproximou dela uma mocinha, e em voz mais ou menos baixa lhe disse:

- Moça, aqui é a barraca da Liga Anti-alcoólica. Só temos refrigerante. A senhora não quer uma Coca-cola?

Ela não queria. Saiu de lá aos trambolhões, procurando um buraco pra se enterrar.

(escrito por Zailda Mendes)

Meus motivos para escrever

Ainda ontem eu disse aqui mesmo neste blog que não sabia porque escrevia, mas à noite, ao fazer o exame de consciência antes de fechar os olhos para um merecido descanso - costume adquirido quando estudava no colégio de freiras e que conservo até hoje e recomendo para alguns - consegui entender um pouco do que me leva a chatear uns, divertir outros em tantos lugares na internet.

Fosse eu uma desenhista ou pintora e com certeza haveria muitos de meus desenhos nas paredes, muros e até em banheiros públicos, mas não é essa a minha forma de expressão. Por acaso sei escrever e é dessa forma que me comunico. As palavras fluem em minha mente aos borbotões e não é raro eu ter que me levantar da cama no meio da noite para lançar no papel as idéias que me surgem na mente. Sonetos e crônicas tomam forma em minha cabeça como se tivessem vida própria e eu me sinto quase que compelida a expelí-los, como se fossem filhos que não podemos mais conter dentro de nosso corpo quando chega a hora do parto.

Imagino que recebi um dom - como tantos outros dons que Deus nos concede. Imagino também que esse dom nada mais é do que uma ferramenta que recebi de meu Pai para me ajudar a levar a cabo  minha missão aqui na Terra. Essa ferramenta pode ser usada como instrumento de ajuda na caminhada  (minha e de outros) ou como arma que fere quem atinge mas também quem a usa.

Dizia-me minha avó, quando eu era pequena, que a cada um de nós Deus deu um ou mais dons, e que quando enfim morrermos, chegará o momento em que Ele nos perguntará:

- O que você fez com os dons que te concedi?

Alguns recebem dons invejáveis, recebem dinheiro, posição, e podem usá-los tanto para ajudar a seus semelhantes ou para simplesmente esmagá-los ou subjugá-los a seus caprichos; outros recebem o conhecimento, que podem tanto usar para esclarecer aos mais humildes quanto para ameaçar aqueles que porventura se atreverem a cruzar seu caminho.

De qualquer maneira, como usamos os nossos dons é algo que prestaremos contas apenas ao Criador quando o momento se apresentar. Que cada um olhe pra dentro de si mesmo e avalie o uso que vem fazendo nessa vida de toda essa bagagem extra que lhe foi confiada. Estou fazendo o possível para usar meus dons. Aqui, tento fazer pessoas se divertirem, refletirem, ou simplesmente se espelharem em experiências que vi ou vivi e que podem servir para exemplo do que fazer (ou não) em determinadas circunstâncias. Se apenas uma pessoa em algum momento usar o que escrevo para refletir, se apenas uma de minhas frases ecoar por mais tempo no coração de alguém e fizer dele alguém melhor, mais confiante, ou que o ajude de alguma maneira, sinto que estou cumprindo minha missão.

Estou preparando minha resposta para o Criador quando chegar a hora de Ele me perguntar sobre o que fiz com os meus dons. E você, já sabe qual será a sua?

(por Zailda Mendes)

March 08

Dia Internacional da Mulher

Hoje é comemorado mundialmente o "Dia Internacional da Mulher", e eu me pergunto: e daí? Como estamos em ano bissexto, será que isso significa que temos um dia pra nós e os outros 365 dias de 2008 são deles? Ah, mas aquelas que já tiveram filhos têm também o "Dia das Mães", dia de acordar cedo pra cozinhar algo especial pra família e ganhar algum presente pra usar no cuidado da casa ou pra fazer comida especial pra família.

Àquelas que ainda não tiveram seus rebentos resta apenas receber uma flor ou um cartão se por acaso entrarem em algum banco ou mesmo no trabalho. As que ficam em casa, sinto muito, duvido que seus queridos maridos sequer se lembrem de cumprimentá-las pelo dia de origem e finalidades duvidosas.

Claro, acho louvável a idéia de ter um dia dedicado a nós, pelo menos um que sirva talvez para lembrar a governantes e políticos, professores e maridos, patrões e subalternos de que estamos aqui, que também somos "portadoras de necessidades especiais", a saber:

  • que temos direito a igual remuneração que qualquer homem que desempenhe as mesmas funções;
  • que queremos ser lembradas todos os dias e não só no dia de hoje;
  • que flores não mascaram o fato de que ainda somos tratadas em muitos casos como mero objeto de decoração;
  • que somos consideradas por uma grande parcela da sociedade como um ser um pouco mais atuante que qualquer animal de estimação e com mais ou menos o mesmo quociente de inteligência;
  • que muitos maridos e namorados ainda acham que "ter uma mulher" é apenas uma questão de necessidade (precisam comer e ter as roupas lavadas regularmente);
  • que muitas de nós ainda se sujeitam a ser tratadas com desrespeito e violência por não saberem a quem recorrer e não terem meios próprios de subsistência;
  • que um grande número de maridos ainda acha que ter uma boa mulher é apenas um caso de bom adestramento (tipo traga o jornal, leva isso aqui, faz esse menino parar de chorar) e ainda esperam que depois que realizemos o "truque" que fomos condicionadas a fazer ainda rolemos pelo chão a abanemos o rabinho;
  • que há filhos (principalmente os homens) que acham que ser mãe é padecer num paraíso, então enquanto padecemos não custa nada fazer uma bainha no seu jeans novo;
  • que há alguns chefes que se valem de sua posição de superior hierárquico para nos pressionar para conseguir "favores especiais" que certamente suas esposas não aprovariam;
  • e que - finalmente - algumas de nós, traidoras da própria classe ainda educam seus filhos para subjugar outras mulheres.

Depois de lembrar tudo isso, o que é mesmo que estamos comemorando hoje?

(zailda mendes) 

February 29

Animais de estimação no escritório

Manter animais de estimação no escritório para reduzir o estresse dos funcionários pode virar mania nas empresas. Na quinta-feira (06/02), a subsidiária japonesa da Oracle despediu-se de sua cadela de estimação, Heidi, que atuou como “funcionária especial” da fornecedora de software por 12 anos.
A Sheepdog inglesa de estimação ia para o escritório duas vezes por semana como um dos membros da equipe do Chief Executive Officer (CEO) da Oracle Japão, Masaaki Shintaku.
Agora, aos 12 anos — o equivalente a mais de 80 anos na idade dos humanos — Heidi se aposentou com homenagens dos funcionários da companhia e a garantia de ração especial por um ano.
Segundo Shintaku, a idéia de ter um animal de estimação no escritório é reduzir o estresse da equipe. "Tê-la por perto no escritório, na hora do almoço, ajuda a relaxar as pessoas. Além disso, Heidi aproximava as pessoas, melhorando o relacionamento entre os funcionários”, explica o executivo.
A iniciativa foi tão eficiente, que a Oracle Japão já preparou o sucessor de Heidi. O novo Sheepdog inglês, apelidado de “Wendy” assume o cargo em março.

Meu comentário

Se a moda pega, já viu, né? Hoje mesmo vi na Globo uma reportagem com 3 donos de empresa que levam o cachorro pro escritório. Segundo eles o cachorro se integra à rotina do escritório e ajuda no relacionamento dos funcionários. Uma dona de escritório até confessou que leva o cachorro quando vai fazer entrevista com candidatos a empregados e que se o cachorro não "for com a cara" da pessoa, sem chance!

Acho que aí é levar longe demais essa "mania por cachorro". Tudo bem que é legal que o funcionário se dê bem com o cachorro ou não vai poder andar livremente pelo ambiente, mas o correto, o profissional seria analisar as qualidades do funcionário, e se fosse o caso de inconpatibilidade extrema do mesmo com o cachorro, deixar o bicho em casa. Ou mandar para um canil, sei lá.

(zailda mendes)

February 06

Brasil é 81º em uso de celular e 72º em internet, diz Unctad - O Globo Online

Que brasileiro adora celular e internet eu já sabia, mas que estávamos tão bem colocados assim é surpresa, uma vez que em muitos lares brasileiros ainda não há nem TV nem geladeira. Aliás em muitos deles não há nem energia elétrica ou água encanada.

Portanto é de se admirar que um país assim esteja tão bem colocado, com tendência a subir, inclusive. É, o Brasil é o país dos contrastes.

(Veja reportagem clicando no link abaixo.)

Brasil é 81º em uso de celular e 72º em internet, diz Unctad - O Globo Online

February 03

Se me perguntarem eu nego

Aos vinte anos eu tinha uma super-amiga e acontece que eu namorava o super-amigo do namorado dela. Era um tempo bom, saíamos os 4 e nos divertíamos muito. Éramos o quarteto inseparável, estávamos o tempo todo em contato uns com os outros, e olhe que naquele tempo não havia celular nem orkut.

Os namoros foram ficando sérios e minha amiga e o namorado planejavam se casar; nós também. E todo mundo confiava em todo mundo. Nem passava pelas nossas cabeças que algum de nós pudesse estar de olho na outra parte. Mas estava.

Tive um problema com um dente que infeccionou e só consegui hora no dentista à noite, meu namorado estava trabalhando e pediu ao amigo (namorado da minha amiga) que fosse me levar.

Infelizmente era um caso de tratamento de canal, o que significa que eu teria que voltar lá outras vezes e por azar os horários que consegui marcar coincidiam com os horários de trabalho do meu namorado.

Como desgraça de pobre nunca vem só, imaginou o destino que eu com dente inflamado e namorado trabalhando à noite era pouco e colocou no meu caminho um canalha. Sim, porque canalha ainda é pouco para o que o namorado da minha amiga e amigo do meu namorado aprontou: numa dessas vezes que ele foi levar-me ao dentista (com a aprovação e bênção tanto do meu namorado quanto da namorada dele) não é que o pilantra me passou uma cantada?

Ainda se fosse uma cantada legal, sutil, eu faria de desentendida, acabava ali. Mas além do inoportuno momento (gente, com dente doendo não há Tom Cruise que desperte interesse) a cantada foi dessas bem baratas, cruas e descaradas que por sorte o tempo se encarregou de apagar de minha memória. Memória tem disso, de vez em quando deleta alguma coisa que não é há muito acessada, como computador. A sua eu não sei se é assim, a minha eu sei que é.

Bem, mas de qualquer forma o que me lembro é que fiquei espantada com a safadeza do cara. Espantada não, fiquei foi indignada. E se não estivesse em desvantagem porque o dente estava que não era mole, garanto que tinha tascado a mão na cara dele ali mesmo na horinha.

Ele nem se abalou com os despropérios que falei, parece até que já esperava, sabe como é safado profissional, canta por desencargo de consciência, vai que a gente topa, é só alegria. Mas também se a gente não topar não tem problema, "há outros peixes no mar'. E o pior é que quando disse que ia contar pro meu namorado e a namorada dele o sujeitinho riu na minha cara e disse que negaria tudo. Achei que estava blefando, claro. Nem um vigarista daqueles teria tamanha cara-de-pau.

Mas antes eu tivesse acreditado, não é que o cretino negou mesmo, na minha cara? E fez mais: disse que EU é que ficava me jogando pra cima dele e como ele não me dava bola, estava inventando isso pra me vingar.

Ora, veja se pode, fiquei bufando de ódio. Minha amiga disse que acreditava em mim - em termos - mas daí pra frente passou a visitar-me bem menos até que sumiu de vez. Pior: casou com ele.

Mas essa não foi a pior parte. Aproveitando-se da amizade de tantos anos, acabou enfiando na cabeça do meu quase-noivo que a história dele era verdadeira, e pelo sim, pelo não, meu namorado começou a se afastar de mim, ficava na esbórnia com os amigos, ia jogar, até que não deu mais e eu tive que ter uma "conversa séria" com ele que culminou com o nosso rompimento. Não que eu tenha perdido grande coisa, porque se ele me amasse de verdade e confiasse em mim acreditaria na minha história e não se deixaria levar pelo amigo, mas eu aprendi minha lição. Nunca mais na minha vida eu abri minha boca pra contar de namorado ou namorada que estivesse traindo seu consorte.

Alguns anos se passaram e um dia fui ao banco descontar um cheque. Estou tranquilamente na fila do ônibus pra voltar pra casa quando dou de cara com meu vizinho descendo de carro a rampa do motel em frente nada mais nada menos que com a secretária do lado.

Meus olhos devem ter saltado das órbitas com o impacto, até aí eu botaria a mão no fogo por ele - tá na cara que ia torrar até o osso! Nem sei quem ficou mais surpreso, eu ou ele, porque tão logo bati os olhos naquela cena tocante ele virou-se pra entrar na avenida e deu de cara comigo no ponto de ônibus de boca aberta. Ficamos naquela comtemplação não sei por quanto tempo, mas meu ônibus chegou e eu pulei nele, ansiosa por livrar-me dessa situação tão constrangedora.

Quando desci do ônibus, adivinha quem estava me esperando com o coração na mão e quase que com lágrimas nos olhos? Exatamente, o meu vizinho. E ele foi logo pedindo pelo amor de Deus pra eu não contar pra mulher dele, que pensasse nos filhos dele, no lar desfeito, etc. Com um gesto interrompi o discurso que se anunciava longo e apelativo e disse:

- Contar? Mas contar o quê? Eu não vi absolutamente nada e se alguém disser que eu vi eu nego!

(por Zailda Mendes)

February 01

Meus blogs no Live Spaces

Pra quem gosta de blogs aí vai uma lista dos meus blogs do Live Spaces:

 Pensamento

 Pecado Original

 Lágrimas da Alma

 Ponto de Chegada

 Vida Cigana

 Verso e Reverso

 Poema

 Hablando Español

 

Doce Deleite

 

Doce Pecado

 

Os blogs do blogger, UOL, Terra e afins passo noutro dia.

January 31

Anjo Negro

Onde estás que não respondes?
Onde te escondes de mim?
Por que deixaste baixar em minha alma
o manto negro
da tristeza?
Por que me lançaste assim
nessa amargura
se nada fiz para merecê-lo
apenas amar-te, amar-te
e amar-te ainda mais?
Por que despertaste meu coração
entorpecido de chagas antigas
Por que o fizeste conhecer
as alegrias do amor
para depois lançar-me assim no vazio?
Não mereço isso, reclamo
nada te fiz para ser tratada assim
se só te amei e esperei
se te adoro ainda
por que me rejeitas?
Por que zombas de meu amor?
Por que o arrastas assim, pelas ruas
e o pisas, o esmagas
por quê foges de mim?
Onde estás, que não me respondes
onde te escondes
desse amor insano
que te dedico a cada dia
a cada hora
cada segundo de minha vida infeliz
de minha alma triste
de meu coração que transborda
de tristeza?
Onde estás, meu amor?
por favor, regresa a mí...

(escrito por Zailda Mendes)

January 30

Falando de mulheres

Hoje vou postar sobre mulheres que escolhem sempre os homens errados no blog De Médica e Louca que é um blog que criei apenas pra falar dos problemas femininos, sabe como é, coisa de mulher. Aquelas loucuras e neuras que a gente tem e só a gente mesma pra compreender e abordar o assunto.

Faz um mês que estou organizando meus blogs todos por assuntos, eu tinha muitos mas estavam a maior bagunça, agora está tudo QUASE organizado. Antes de terminarem as férias tenho certeza de que estará tudo "nos trinques".

(por Zailda Mendes)

Falando sobre 'Batman - O Cavaleiro das Trevas'

 

Clique e veja o trailer

'Batman - O Cavaleiro das Trevas'

'Batman - O Cavaleiro das Trevas'
Dois anos depois, Batman (Christian Bale) terá de defender os moradores de Gotham City. Ele lutará contra o crime organizado, comandado por seu arquiinimigo, o Coringa (Heath Ledger).
January 07

Rio Claro

Hoje adicionei um álbum de fotos da viagem a Rio Claro. Foi tudo mais ou menos de acordo com o que esperávamos, exceto pelo calor e a ausência de minha irmã Benê.
Ela estava "muito ocupada" para nos receber ou ir até a casa da prima do Marques onde estávamos para conhecer o novo cunhado. Seria - talvez - uma excelente oportunidade para apagar mágoas (que não sei se existem) do passado e reconstruirmos uma verdadeira relação fraternal.
Criadas separadas, somos duas filhas únicas. Eu na família paterna e ela na materna, fomos mantidas afastadas por muitos anos e na vida adulta começamos a nos aproximar. Diferenças naturais acabaram nos afastando, talvez porque filhas únicas não sabem compreender a diversidade de opiniões e pensamentos dos outros seres humanos. Talvez também não saibam muito bem como dividir.
Seja pelo que for, por muitos anos estivemos novamente distantes, e seria essa a oportunidade de uma aproximação. Ciente disso dei o primeiro passo, que não foi seguido pelo outro lado com um outro passo que poderia (ou não) como eu disse afastar mal-entendidos que tenham ocorrido.
Nós, seres humanos, vivemos num mundo cheio de armadilhas e ironias e creio que não nos deveríamos permitir abrir mão de qualquer outra mão que estendam em nossa direção pois nunca sabemos quando ela será necessária, quem sabe até em algum instante de diversidade ou aflição seja essa a única que venha em nosso auxílio.
Mas queira Deus que esse não seja o caso, com certeza a mana terá seus momentos de adversidade mas na certa terá ao seu redor muitos irmãos que a socorram e confortem. Certamente nunca há de lhe faltar apoio e consolo se assim ela os necessitar. Que Deus não permita que por falta de uma irmã solícita e atenta a seu lado sofra ela de desamparo material, emocional ou espiritual.
Eu, por meu lado, dia a dia tento construir uma rede de amigos ao meu redor e não me sinto capaz de abrir mão de qualquer pessoa porque na certa viemos a esse mundo para somar e multiplicar, nunca para subtrair ou dividir.
Outras oportunidades virão - ou não, quem sabe? A vida, como eu disse, é cheia de ironias e nunca se sabe quando ela brincará conosco. Mas como o passarinho que carregava água no bico para apagar o incêndio na floresta, eu já fiz a minha parte.
 
(por Zailda Mendes)
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