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Lágrimas da almaQuando as almas choram suas lágrimas se transformam em poemas.
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May 25 Lista atualizada de blogs
April 28 TVfobiaSão 9 e meia da manhã e estou com medo de ligar a TV e dar de novo com aquilo: sensacionalismo em torno do caso Isabella. Ontem foi domingo, dia em que normalmente queremos descansar, relaxar para enfrentar a nova semana de trabalho que já se anuncia, mas qual! O dia todo todos os canais martelando no mesmo assunto: Isabella. Escarafuncharam o caso de tudo quanto é jeito e nos esfregaram na cara o tempo todo o escabroso fato de uma garota de 5 anos ter sido esganada e depois atirada da janela do sexto andar, possivelmente pelo próprio pai, com conivência da madrasta. Ora, madrasta já é um nome ruim e desde crianças ouvimos horrores cometidos por pessoas que o levam, mas pai concordar.... ajudar... encobrir.... isso é demais pra nossas mentes e assim seguem insistindo no assunto. Poxa, será que não aconteceu mais nada em um mês? Será que não vão dar uma folga? Será que isso dá tanto Ibope? Ontem eles davam o endereço do prédio toda hora e é claro que à noite lá havia uma pequena multidão protestando e pedindo justiça. Era isso mesmo que os repórteres queriam, né? Isso gera mais notícia. Agora repórter que não tem notícia já sabe: posta-se em frente ao prédio onde morava a pobre menina e fica descrevendo o que vê. Pronto, já tem uma notícia. Detesto isso e também me dá náuseas a forma como exploram tudo o que é ruim. Será que não acontece nada de bom nesse mundo? Ou será que o que é bom não dá audiência? Será que estamos tão acostumados a ouvir só barbaridades que ficamos ávidos para ouvir sempre mais? E quanto mais escabrosa melhor? Será que nos comprazemos com o fato de vermos que há pessoas mais desgraçadas que nós? (zailda) March 23 Joana D'arc (o filme)Joana D'arc De Luc Besson Século XV. França e Inglaterra estão em guerra. Muito religiosa, aos 13 anos Joana D'Arc procura Carlos VII e diz ter sido incumbida por Deus de liderar os exércitos para libertar a França e fazer dele rei. Após vencer sangrentas batalhas, em 1431 é queimada na fogueira acusada de heresia, aos 19 anos. Comentário: A HBO está apresentando esse filme hoje, que conta a história da heroína francesa que foi condenada à fogueira por heresia e bruxaria, dentre outras acusações. Como sempre os poderosos encontram sempre um meio de aniquilar aqueles que não aceitam e lutam contra seu poder. Uma prisão essencialmente política mas na época optou-se por acusá-la de heresia e bruxaria, como era o costume. Aqui no Brasil vivemos um período semelhante quando todas as pessoas que se julgava poderiam ser prejudiciais ao "poder" de alguma forma eram acusadas de serem "subversivos", uma palavra tão vazia quanto "herege", e se não eram condenados à fogueira, muitos deles sofreram aniquilação de outras formas mais prosaicas e covardes. (zailda mendes) Anita GaribaldiA heroína brasileira Ana Maria de Jesus Ribeiro, que posteriormente ficou conhecida como Anita Garibaldi, nasceu em 1821, em Laguna, Santa Catarina. Possuía um espírito muito livre, era uma excelente amazona, percebendo isso sua mãe optou por casá-la o mais rápido possível. Dessa forma, quando tinha entre 14 e 15 anos casou-se com um sapateiro, um homem simples cujo nome era Manuel Duarte de Aguiar. Eram muito diferentes tinham até divergência política. Após três anos de casada, conheceu Garibaldi. Foi ele que transformou Ana em Anita, na época ela tinha 18 e ele 32. Quando se conheceram, o marido de Anita se encontrava junto às tropas imperiais. Joana D'ArcJoana d’Arc foi uma das mulheres mais fortes e guerreiras que o mundo já conheceu. Nasceu em 1412, no vilarejo de Domrémy, França. Pertencia a uma família de camponeses, foi educada para ser uma boa esposa, para isso aprendia as prendas domésticas. Fora isso, não recebera outro tipo de educação, era praticamente analfabeta. Ao completar 13 anos a jovem passou a ouvir vozes sagradas: São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida. A primeira orientação feita pelas vozes à Joana foi de que a menina deveria permanecer virgem para obter a salvação de sua alma. Mais tarde as vozes passaram a orientá-la sobre política, dizendo que deveria coroar o príncipe herdeiro do trono, Carlos, mais conhecido como delfim, e salvar a França dos ingleses. Joana foi concebida no ápice da Guerra dos Cem Anos, conflito que se iniciou em 1337 e teve fim em 1453. A situação francesa era crítica tanto na política como na economia. A Igreja estava enfraquecida devido às limitações do papado, para sobreviver em meio aos poderosos a Igreja saiu em busca de alianças. Com a França em decadência, a Igreja optou por aliar-se à Inglaterra, que até então era a mais forte. Para Joana e sua família, tais alianças significava o início de tragédias, já que o feudo era vizinho de Lorena, onde se localizava o vilarejo de Domrémy. Com isso, as terras da família d’Arc passaram a sofrer constantes ataques. Na época em que os borguinhões se apossaram de vez de Domrémy, em 1428, Joana tinha 16 anos de idade. Com os conselhos das vozes santas na cabeça, decidiu que iria coroar o rei. Tinha consciência de que a paz só seria possível com uma França forte, e que o país só atingiria tal objetivo quando o delfim recebesse a coroa na catedral de Notre-Dame de Reims, conforme a tradição. Decida, Joana convenceu o padrinho, um soldado que já havia se aposentado, a acompanhá-la até a cidade de Vaucouleurs. Ela tinha o objetivo de persuadir o nobre Roberto de Baudricourt, chefe militar e senhor local, a lhe conceder um exército. No primeiro encontro se impressionou com a força e a coragem da jovem, mas não cedeu um exército de imediato. Na espera de uma resposta favorável, Joana ficou vagando por Vaucouleurs. Nesse tempo acabou levando muito soldado na conversa. Ao tomar conhecimento de que cada vez mais soldados juravam lealdade à Joana, Baudricourt não teve alternativa. D’Arc partiu para o castelo de Chinon, quartel-general do delfim Carlos, juntamente com o duque de Anjou, com os cavaleiros que havia amealhado e com os soldados que Baudricourt finalmente lhe concedera. Ao chegar a Chinon, Carlos já havia sido informado sobre a jovem camponesa, provavelmente louca, que dizia ouvir vozes sagradas. Ficando meio receoso, permaneceu dois dias recluso, discutindo com a corte se deveria ou não recebê-la. Por fim d’Arc convenceu Carlos de que estava ali com um propósito e que era digna de ser recebida por ele. Com tudo, delfim equipou e abençoou Joana em sua Marcha até Orléans. Apesar de estarem em menor número, os franceses contavam com a força, coragem e garra de Joana. A batalha durou alguns dias e os ingleses recuaram. Em maio de 1429, a França obteve sua primeira grande vitória militar. Joana d’Arc estava pronta para sua missão, a de coroar o delfim, sendo assim, em julho de 1429, Carlos recebeu a coroa do rei na Catedral de Notre-Dame de Reims. Com isso, Joana havia atingido seu objetivo maior, só que sua ambição militar falou mais alto. Partiu para Paris a fim de expulsar os ingleses, em setembro de 1429 invadiu Paris, onde foi derrotada, seus soldados partiram em retirada, mas seu espírito guerreiro resistiu. Joana foi capturada, levada para a fortaleza de Beaulieu e, logo em seguida, para o castelo de Beaurevoir. Tentou escapar de ambas as prisões, mas não obteve êxito, Joana foi vendida pelos borguinhões por 10 mil libras aos ingleses. Em 1430, foi levada a julgamento no tribunal inglês, sendo conduzido pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon. Todas as acusações eram de ordem religiosa: bruxa, herege, idólatra, entre outras. Martírio que durou seis meses, sua sentença foi ser queimada viva. Cumpriu-se então a sentença, Joana foi queimada viva em uma fogueira aos 19 anos de idade.
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